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Sindicato dos Trabalhadores em Comunicação de Goiás

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Aprenda a aumentar a performance do seu time com a gestão do Tite

Há alguns anos o nosso futebol se afundou em uma crise jamais vista. A goleada sofrida pela Seleção no jogo contra a Alemanha não só evidenciou problemas táticos e de planejamento, como também deixou explícito o mau trabalho realizado nos últimos anos. Em 2012, José Maria Marin assumiu o comando da CBF após a renúncia de Ricardo Teixeira e tinha nas mãos a difícil missão de gerir a Confederação. 

A imprensa esportiva refletia o que a maioria dos brasileiros expressava: descrença, desilusão e falta de esperança para a Copa de 2018, na Rússia. O cenário era caótico e as perspectivas não eram boas, principalmente em relação ao trabalho de Dunga. Durante o comando do técnico, a seleção apresentou números pouco positivos nas Eliminatórias - em seis jogos, foram duas vitórias, três  empates e uma derrota - e o time ocupava a sexta colocação, correndo o risco de não participar da próxima Copa.

Os números obtidos por Tite desde que assumiu a seleção, em 1 de setembro de 2016, são impressionantes. Nove vitórias em nove jogos, 24 gols marcados nas Eliminatórias e apenas 2 sofridos. Neymar diz que o técnico é genial, Marcelo diz que é o melhor treinador com quem ele já trabalhou, a imprensa europeia quer saber quem é Tite. O trabalho impecável e a excelência em gestão de Tite não é uma novidade e, na verdade, ele já se destacou antes pelos times em que passou.

Em 2012, Tite consagrou-se campeão da Libertadores e do Mundial de Clubes com o Corinthians apenas 5 anos após o rebaixamento para a série B. Tite é mesmo um técnico diferente, que enxerga talentos e prioriza a gestão de pessoas. A forma de trabalhar de Tite, estratégica e bem planejada, dá bons frutos e pode ser utilizada por você, na sua empresa. Pensando nisso, compilamos algumas lições que podemos aprender com a gestão do Tite na Seleção Brasileira. Acompanhe!

Saiba segurar as pontas

É imprescindível que um gestor saiba lidar com crises. Tite sabe controlar crises através de engajamento, motivação e proximidade com os seus comandados. Em um momento de declínio do Corinthians após eliminação precoce da Libertadores e do fracasso nas semifinais do Campeonato Paulista em 2013, Tite encontrou um ambiente pouco favorável, com jogadores desmotivados e insatisfeitos.

Para conseguir bons resultados e manter a equipe jogando bem apesar das adversidades,Tite motivou os jogadores dando a eles o que faltava: motivos que iam além dos números. Ele mostrou que atuar em um clube como o Corinthians deveria ser uma honra e que a melhor forma de superar a fase ruim era ganhando os jogos. Tite se preocupou em unir o time em torno de um único e claro objetivo: vencer.

Esteja sempre presente

Não só em um time de futebol, mas sim em qualquer outra equipe liderada por alguém, a imagem de um líder presente e dedicado é, com toda certeza, imprescindível. Na realidade, é exatamente por isso que Tite se tornou uma personificação tão popular de um treinador presente no cenário do futebol.

Se perguntarmos sobre o treinador para qualquer jogador que o conhece ou que já foi treinado por ele, é bastante provável que a resposta inclua certas características ou comportamentos de Tite que evidenciam uma liderança presente. O treinador tem o costume de ligar para os jogadores quando pode para conversar sobre os treinamentos, viajar aos finais de semana para assistir de perto os jogos e criar um ambiente de cumplicidade entre ele e o time.

Ser um líder presente não significa, necessariamente, estar literalmente ao lado dos colaboradores a todo momento. No entanto, significa fazer esforços para mostrar interesse, curiosidade e disposição. Esse tipo de atitude influencia diretamente na motivação dos colaboradores e, além de tudo, cria uma relação mais agradável entre o líder e todo o time.

Se mantenha atualizado

Independente do time que você lidera ou do nível de excelência que alcançou, existe sempre um ponto para aperfeiçoar, uma habilidade para desenvolver e um conceito para aprender. Tite foi à Europa, fez cursos e conheceu outros estilos de jogo, de gestão e de planejamento. Ainda que não pudesse aplicar alguns modelos e técnicas ao futebol brasileiro, com certeza a experiência o deu uma nova visão de como gerir equipes.  

Para qualquer gestor a qualificação e o aprimoramento trazem resultados positivos. Quando falamos de times com pessoas de diferentes perfis comportamentais e experiências diversas, se aperfeiçoar é ainda mais proveitoso para alcançar máxima eficácia na gestão.

Não deixe o sucesso subir à cabeça

Como já se sabe, o sucesso de Tite como treinador nos times em que trabalhou não é uma novidade. Foram muitos momentos de triunfo e satisfação mas, em certos períodos, as turbulências foram inevitáveis.

Na realidade é aí que está todo o diferencial deste treinador. A habilidade de superar os momentos difíceis através de uma gestão eficaz e ainda se manter firme durante os  períodos de maior sucesso é o que fez da gestão de Tite um fenômeno exclusivo no mundo do futebol.

Mesmo com a mídia em cima e toda a fama que está sendo proporcionada através da reviravolta do time brasileiro de futebol, o treinador mantém a postura, procura evoluir e além disso, também busca desenvolver o time cada vez mais, sem se acomodar.

Em uma gestão que visa o crescimento, tanto interno quanto externo, é sempre importante ter esse fator em mente. A tendência à acomodação trazida pelo sucesso alcançado é como uma armadilha para os empreendedores. É óbvio que o ritmo de atuação dos gestores é maior em alguns períodos da vida de uma empresa, porém, se acomodar com o início do sucesso pode ser um suicídio para uma empresa.

Respeite, entenda e desenvolva as individualidades

Durante uma das decisões tomadas por Tite para a nova formulação do time do Brasil para o jogo contra o Peru, os adoradores do futebol tiveram mais uma surpresa. O novo treinador estava colocando o Fernandinho - jogador famoso por ser o possível pivô do desastre do 7×1 - como capitão do time no jogo das Eliminatórias Sul-americanas para a Copa do Mundo de 2018.

De acordo com os próprios integrantes do time brasileiro, o treinador tem como característica forte a empatia e, por isso, ele consegue encontrar as individualidades de cada um e usá-las de forma positiva para o time. Essa característica certamente foi aplicada no caso de Fernandinho.

Lidar com pessoas está entre uma das principais funções exercidas por qualquer gestor. Como já sabemos que os seres humanos em geral são seres individuais e exclusivos, fica fácil imaginar a importância da identificação dessas individualidades. Por isso, aprender a trabalhar esses aspectos de acordo com os objetivos da gestão de um negócio é uma decisão muito inteligente a se tomar. A possibilidade de se surpreender com a sua equipe no final, é muito grande.

Fonte: www.solides.com.br

O que aprendi com Bowie sobre gestão de negócios

Por Martin Haag

David Bowie foi meu grande mestre da convergência entre razão e emoção. Com seu trabalho, produzia demonstrações claras de como isso pode acontecer - na prática de sua arte, ou, enfim, no seu próprio negócio.

Como praticante de marketing - de produto, propaganda, e serviços -, aprendi que a vida real funciona no equilíbrio entre uma coisa controlável, que chamamos de "técnica", e uma outra coisa bem menos ponderável, que chamamos de "intuição". Também podemos dizer que é preciso conciliar "ciência" e "arte", ou "razão" e "emoção".

David Bowie foi meu grande mestre da convergência desses planos. Com seu trabalho, produzia demonstrações claras de como isso pode acontecer - na prática de sua arte, ou, enfim, no seu próprio negócio.

A seguir, 5 lições que extraí do trabalho de Bowie, e que se aplicam perfeitamente para a prática dos negócios:

1 - Destruir os limites é liberar energia criativa.

Fomos obrigados a distribuir todo o conhecimento em disciplinas sem comunicação entre si. Isso é muito ruim. Por trás das diferentes práticas, e conhecimentos, existe uma única vontade, uma única direção humana. Perdemos tempo e energia se primeiramente construímos uma grande biblioteca de compartimentos especializados, para então colocar em pé um grande projeto. Nos tornamos ágeis, e eficientes, se tivermos na base uma grande intenção. A partir daí, especializamos os métodos, em torno de uma grande vontade. Dessa forma, Bowie praticou a quebra das fronteiras entre as artes. Ao invés de fazer música com artes plásticas, com cinema, com dança, Bowie apontava para um objetivo, e tudo ganhava forma, organicamente.

Negócios poderosos nascem de uma forte intenção. Não adianta apenas somar disciplinas. Um negócio gera soluções, com leveza, se tiver no centro uma intenção clara.

2 - Reconhecer que a vida é feita de ciclos

O Camaleão Bowie não ganhou este apelido pela falta de personalidade. Pelo contrário, seu trabalho repousava sobre uma base muito sólida, a experimentação com a renovação. O que deu caráter ao seu trabalho foi a ideia de que somente encontramos o sentido de uma realidade ao nos envolvermos profundamente com ela. Dave Bowie foi sempre até as últimas consequências, até a própria extinção do que havia criado. Isso o tornava muito poderoso para trazer novas propostas cheias de energia. Ao entender que estamos sempre dentro de processos cíclicos, soube se posicionar corretamente em relação a cada um deles, como extrair o máximo de valor, mesmo no declínio, ou dar um empurrão preciso para que começasse algo novo.

Negócios são uma arte de tempo - timming. Não basta planejar um ciclo. É preciso desenvolver intimidade com os segredos das entradas e saídas, da aceleração, do ponto de esgotamento, ou da formação de um vazio. O executivo de negócios torna-se um especialista em observar os ciclos que se formam e os ciclos que se esgotam.

3 - Estar aberto para os públicos

Bowie tinha perfeita consciência de sua atividade. Sabia que seu trabalho dependia da audiência. Isso não apenas no sentido comercial, mas na própria captação do sentido. Sem abertura para o que as pessoas sentiam e como recebiam seu trabalho, não poderia aprender como isso tudo funciona. O trabalho de artista estava conectado com a realidade em que seu produto era consumido. Ser artista não é apenas fazer a obra, mas estar conectado com todas as dimensões em que a obra ganha sentido, desde o ciclo de um dia de vida, até o entendiimento das grandes estruturas nas as pessoas esão inseridas, como política, e economia.

Negócios são uma arte de entender pessoas. Não basta cumprir a tarefa. É fundamental ir para o outro lado do balcão, andar pelas lojas, conhecer detalhes do uso dos produtos, entender porque gostam do que prometemos e entregamos.

4 - Negócios também necessitam reflexão

David Bowie trabalhou muito para executar cada um de seus projetos. Mas também dedicou muito tempo em refletir sobre eles. Mudou de cidades, conheceu pessoas em todo o mundo. Leu os livros de grandes pensadores, estudou os grandes pintores. Seu trabalho precisava dialogar com outros grandes mestres. E fez de forma consistente. Além de realizar seu trabalho, sabia analisá-lo, e tinha muito o que dizer sobre isso. Isso o ajudou a construir reputação, e a tornar seus projetos cada vez mais consistentes. David Bowie vivia em constante auto-análise.

Negócios geram mais valor quando são diferenciados. A diferenciação é resultado de muito auto-conhecimento, de saber o que outros já fizeram, o que realmente podemos entregar em níveis superiores. Mesmo de épocas anteriores, podemos extrair bons exemplos para aplicar hoje em dia.

5 - É preciso saber morrer

A todo momento, há ciclos chegando ao seu fim. Isso não é nem ruim nem bom. Simplesmente, é assim. O último trabalho de Bowie mais uma vez apresentou seu grande gênio: sua morte também poderia ser pensada como um projeto. O artista não se desesperou, mas fez o melhor que poderia fazer: lembrar a todos que um dia também morreremos.

Equipes se desfazem, o poder de compra dos clientes cai, a tecnologia fica obsoleta, mensagens deixam de persuadir. Os negócios que não sabem lidar com o fim, não saberão se renovar. Não se apegue. Recrie, viva o presente, encontre-se com o que está acontecendo agora. Não deixe de agir. Viva seu negócio.

Fonte:www.administradores.com.br

O que esperar de 2016?

É possível vencer o clima de pessimismo e prosperar no novo ano praticando esperança

Por Wellington Moreira

Como o país vive um momento de grandes incertezas nos campos político e econômico, a maior parte dos dirigentes das empresas encontram-se temerosos em relação àquilo que vem pela frente e uma pergunta não lhes sai da cabeça: "O que esperar de 2016?"

O fato é que não devemos esperar nada deste novo ano. Precisamos, sim, saber muito bem o que queremos que aconteça ao longo dele e fazermos tudo aquilo que está ao nosso alcance para chegar lá. Parafraseando Peter Drucker, é hora de "construir o futuro".

O fundamento desse raciocínio está na diferença entre os verbos esperar e esperançar. Esperar tem a ver com o não agir e o não tomar decisões até a concretização de um evento que se tem por certo, provável ou desejável. Por outro lado, esperançar é almejar, buscar, agir.

As pessoas que esperam têm a atitude passiva de aguardar que algo lhes ocorra, vivendo no campo da probabilidade e do conformismo. "Espero que as coisas se resolvam a tempo" ou "Tomara que o cliente dê um retorno para nós". Já os indivíduos esperançosos dirigem esforços pessoais para que a certeza que guardam dentro de si aconteça na prática.

Se a ansiedade é uma das consequências da espera e suas incertezas; a esperança traz a paz, porque se apoia na confiança de que algo acontecerá. Se o contar com a sorte é típico daqueles que esperam; a competência é o maior trunfo de quem vive a esperança.

Esclarecidos os conceitos, preciso lembrar que atualmente muitas pessoas estão perdendo a esperança sem motivo para tanto. Não vivemos um período de guerras, nem tampouco sofremos grandes epidemias ou uma depressão econômica intratável. Nosso país passa por dificuldades semelhantes àquelas que já superou algum tempo atrás.

Nos últimos dois anos obtivemos conquistas simbólicas e expressivas para a nação. Nossas instituições se fortaleceram, a participação política do cidadão já é maior, grandes corruptos e corruptores estão atrás das grades e muitos governantes parecem ter acordado para o fato de que as leis agora também valem para eles. 

Por todos os lados encontramos sinais visíveis de que a esperança continua a mover muita gente. Ou você acredita que alguém teria filhos, plantaria sementes, construiria novas casas ou empreenderia negócios arriscados numa economia cambaleante sem esperança? Jamais. É a certeza de um mundo melhor que nos motiva a caminhar.

O ano que se inicia pede empresas que se antecipem aos fatos. Por que implementar aquele plano de trabalho ousado só depois do Carnaval, quando o concorrente se tornar mais agressivo, os clientes minguarem, as demissões forem inevitáveis ou o mercado obrigá-lo a diminuir ainda mais o ritmo da produção?

A atitude-chave para quem quer vencer de verdade em 2016 está ligada a uma única palavra: protagonismo. Precisamos assumir as rédeas daquilo que está ao nosso alcance e deixar o vitimismo para quem prefere deitar em berço esplêndido e daqui a pouco talvez terá de se contentar com o chão. Mais do que assumir uma visão otimista da vida, temos de nos mexer de verdade.

Também é importante lembrar que o protagonismo é exercido com mudanças. No final do livro "Você está louco!" (Ed. Rocco), o empresário Ricardo Semler já lembrava dez anos atrás: "Se todos mudarem um pouquinho, logo teremos uma sensação de esperança, que é o que move a humanidade".

A verdade nua e crua é que a maior parte das pessoas e empresas vai preferir esperar para ver o que acontece. Quem for ousado agora, além de manter a esperança, ainda vai aproveitar as janelas de oportunidades que estão surgindo em praticamente todos os mercados.

Como diz aquela conhecida canção do Geraldo Vandré: "Vem, vamos embora, que é esperar não é saber. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer". Feliz 2016 pra você!

Fonte: www.administradores.com.br