Sindicom Facebook Twitter YouTube

Sindicato dos Trabalhadores em Comunicação de Goiás

Fitert e Sintertes repudiam agressões a radialistas durante ato em Vitória do Espírito Santo

A diretoria executiva da Fitert manifesta seu repúdio às agressões sofridas por radialistas e jornalistas nesta terça-feira (10) durante manifestação pela democracia e contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff em Vitória, capital do Estado do Espírito Santo. Durante o protesto contra o golpe institucional articulado pelo Congresso Nacional e parte do Judiciário contra o mandato da presidenta eleita democraticamente por 54 milhões de brasileiros, sindicalistas se colocaram contra a cobertura do ato pelos grandes veículos de comunicação e acabaram partindo pra cima dos trabalhadores que lá estavam pelos veículos para cobrir o ato.

Fitert E Sintertes Repudiam Agressões A Radialistas Durante Ato Em Vitória Do Espírito Santo

O Sindicato dos Radialistas do Espírito Santo (Sintertes) informa que no episódio os operadores de câmera de unidade portátil externa Francisco Sérgio Porto (da TV Tribuna, afiliada ao SBT), Roberto Prate e Fernando Estevão (ambos trabalhadores da TV Gazeta, afiliada à TV Globo) ficaram feridos. Sérgio Porto foi agredido a socos e pontapés, relata o presidente do Sindicato, Mário Castro. Roberto teve o pé ferido por um artefato explosivo jogado em meio ao tumulto.

O portal Comunique-se relata ainda agressões aos jornalistas André Galvão, repórter da TV Gazeta e Geilson Ferreira (da Tribuna). Já a repórter Suellen Araújo, da TV Vitória, foi atingida durante uma entrada ao vivo, segundo relato publicado no portal Gazeta Online.

"Aqui em Vitória, todos os profissionais de câmera são contratados como radialistas, e essas pessoas que estão com câmeras são os primeiros a serem agredidos. A briga começou em cima das equipes que estavam cobrindo o ato, depois que chegou a polícia aí houve uma grande confusão", critica Mário. "É uma situação em que a mídia coloca o país contra o governo e quem sofre as consequências são os trabalhadores. O que só piora a situação", ressaltou Mário.

O presidente do sindicato capixaba informou ainda que está sendo aguardada a liberação das informações sobre os agressores - houve duas pessoas detidas e liberadas após prestarem depoimentos - para ingressar com uma ação judicial cobrando danos morais e materiais. A manifestação era organizada por sindicatos ligados à CUT, central à qual o Sindicato dos Radialistas e a Fitert também são filiados. Por isso, tanto as direções da Federação como do sindicato também vão discutir com a Central um posicionamento firme contra tais práticas.

A direção da Fitert ressalta mais uma vez que é inaceitável que radialistas, jornalistas e outros trabalhadores da comunicação sejam violentados em pleno exercício profissional. Como vem fazendo desde 2012 no Grupo de Trabalho "Direitos Humanos dos Profissionais de Comunicação do Brasil" - criado pela Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República e que funcionou até 2014 - a Fitert exige que o Estado brasileiro proteja a integridade dos comunicadores durante a cobertura de protestos. A Federação cobra providências imediatas para punir os agressores da liberdade de expressão e do direito à informação. E considera que a responsabilidade não é só dos manifestantes e policiais que agiram com brutalidade, mas também do governador do Estado do Espírito Santo e das empresas de comunicação - que também têm obrigação de oferecer apoio a seus profissionais em coberturas de risco. É função constitucional do Estado garantir a integridade dos comunicadores em serviço, tendo em vista que o direito à informação e o livre exercício profissional destes trabalhadores é assegurado internacionalmente por tratados que o país é obrigado a cumprir.

Da Redação Crédito Das Imagens Reprodução TV Gazeta E Gazeta Online II  

Da Redação Crédito Das Imagens Reprodução TV Gazeta E Gazeta Online

 Fonte:  Da redação. Crédito das imagens: reprodução TV Gazeta e Gazeta Online.