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Sindicato dos Trabalhadores em Comunicação de Goiás

Radialistas se mobilizam contra jornada abusiva de trabalho

Governo Marconi quer passar por cima de legislação federal e implantar 40 horas semanais para a categoria

Escrito por: Sindicom e Maisa Lima, assessora de Comunicação da CUT Goiás

Sindicom E Maisa Lima , Assessora De Comunicação Da CUT Goiás

O Sindicato dos Trabalhadores em Comunicação no Estado de Goiás (Sindicom), presidido por Miguel Novaes, realizou nesta segunda-feira (1º) assembleia com os servidores da Agência Brasil Central (ABC), no Parque Santa Cruz, para discutir a implantação abusiva e desrespeitosa da jornada de 40 horas semanais aos radialistas celetistas e estatutários da ABC. 

Da assembleia participaram também o diretor da Central Única dos Trabalhadores no Estado de Goiás (CUT Goiás) - à qual o Sindicom é filiado -, Ricardo Manzi; Nadjanara Xavier, do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado de Goiás (Sindipúblico); e o coordenador nacional da Federação dos Radialistas (Fitert), José Antônio Jesus da Silva. "A CUT Goiás está comprometida com a luta dos radialistas. Não bastasse o governador Marconi Perillo (PSDB) não pagar a data-base dos servidores, não aplicar os planos de carreira e suprimir direitos, agora quer passar por cima de uma legislação federal para impor outra carga horária a esses trabalhadores", pontuou Ricardo.

A CUT Goiás e as entidades presentes manifestaram apoio à luta dos trabalhadores pela manutenção da jornada de trabalho de 30 e 36 horas semanais, bem como se colocaram a disposição para eventuais necessidades. "O projeto do governo do PSDB em todo País é tirar direitos e conquistas dos trabalhadores", afirmou José Antônio. Ele disse ainda que a enxurrada de Projetos de Lei (PLs) na Câmara Federal visa destruir a classe trabalhadora.

Miguel Novaes enfatizou a necessidade dos trabalhadores se unirem e participar das reuniões convocadas pelo sindicato, para fortalecer a luta e manter a jornada de trabalho que foi conquistada as duras penas nos anos 1970. Disse ainda que não podemos permitir que o Estado de Goiás descumpra a legislação do radialista, lei 6.615/78. "Para termos essa lei nos dias de hoje, muitos radialistas perderam as suas vidas no passado e hoje não podemos permitir que o governo do Estado arranque nossos direitos". 

A assembleia aprovou que o sindicato envie um documento ao governador de Goiás pontuando que a profissão do radialista e sua carga horária precisam ser respeitadas. "Não aceitamos nenhum retrocesso em nossos direitos", afirmaram os trabalhadores, que vão encaminhar documento a todos os parlamentares e realizar um ato publico na porta da Agência.